Espetáculo teatral não-verbal e projeto audiovisual
Duração da peça: 60 minutos
Faixa etária da narrativa: 7+
Classificação Livre
Argumento e Dramaturgia: Viviane Juguero
Realização: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Produção: Bando de Brincantes
Ecos de Cor e Cór é um espetáculo que denuncia poeticamente as emergências climáticas e o impacto do consumismo na vida humana e na natureza. A narrativa acompanha a humanidade desde a convivência harmônica com o ambiente até a ruptura causada pela noção de propriedade, que desencadeia competição, individualismo e acúmulo de bens e de lixo real e simbólico. No auge do caos, uma criança apresenta uma flor, gesto que reabre o horizonte afetivo e desperta a consciência coletiva. A montagem dialoga com a infância, mostra a realidade sem crueldade e recupera a esperança como força transformadora, afirmando que um mundo melhor é possível.
A obra funda-se na Biologia do Amor, afirmando que transformações sociais e ecológicas só acontecem quando há mudança afetiva e cultural do ser humano, para as quais a criação e a apreciação artísticas são fundamentais. Sem falas explicativas, a dramaturgia convoca público infantil e adulto a criar sentido em uma encenação com música ao vivo, acrobacias, máscaras e grandes objetos cênicos. As cenas mostram o consumismo e a destruição ambiental, mas também experiências de beleza, cuidado e comunhão, em linguagem acessível às infâncias.
Ecos de Cor e Cór foi criado e apresentado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no curso de especialização “O Lúdico na Educação Ambiental”, em disciplina ministrada pela dramaturga e professora doutora Viviane Juguero. O trabalho foi apresentado em 2015 e 2016 no salão de Atos da UFRGS. O elenco reuniu 45 professores da rede pública junto a 10 artistas profissionais do Bando de Brincantes. O espetáculo nasceu de um processo artístico-pedagógico que reconhece a arte como manifestação essencial à educação ambiental. O trabalho foi foco de artigo publicado em português e inglês na revista acadêmica Conception, da Unicamp.
Devido à sua linguagem não-verbal e ao tipo de encenação, o trabalho é acessível para pessoas com deficiência auditiva e que falam diferentes idiomas.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Pré-projeto audiovisual em andamento e possibilidade de remontagem teatral.