Bando de Brincantes

Acessibilidade

A acessibilidade constitui um princípio essencial das ações desenvolvidas pelo Bando de Brincantes. Desde o início de nossa trajetória, buscamos promover acessibilidade socioeconômica por meio de apresentações e atividades realizadas em escolas públicas, periferias e contextos de maior vulnerabilidade social. 

Nossas obras também buscam ampliar o acesso à representação estética de grupos historicamente excluídos das narrativas artísticas, especialmente pessoas negras e outros grupos socialmente desprivilegiados, com base em princípios de pertencimento, empoderamento e naturalização da diversidade, presentes na ideia de democracia estética.

Sempre que conquistamos estrutura adequada, buscamos não apenas incorporar recursos convencionais de acessibilidade, mas também promover reflexões sensíveis sobre diversidade, construindo projetos em diálogo com pessoas PCDs e neurodivergentes, integrantes de nossa equipe ou do público. Entre as ações frequentemente presentes em nossos trabalhos estão a interpretação em Libras e a preparação do elenco e das equipes para interações respeitosas, acolhedoras e horizontalizadas com diferentes públicos.

Uma das criações mais profundas desenvolvidas nesse percurso foi a elaboração da Audiotransposição Poética, voltada especialmente à ampliação da experiência estética de crianças com deficiência visual.

Audiotransposição Poética - Concepção e Prática

Ministrantes: Viviane Juguero, Josiane França e Paulo Fernando Soares

A audiotransposição poética é uma pesquisa, desenvolvida no Bando de Brincantes, que busca encontrar formas de acessibilidade para crianças com deficiência visual e neurodivergentes por meio de experiências estéticas que viabilizem a fruição artística, respeitando as especificidades da sua condição no período da infância e buscando manter a convivialidade da experiência teatral pluriperceptiva.

A proposta parte das inquietações da dramaturga, diretora e pesquisadora Viviane Juguero, pessoa hipermíope e neurodivergente, primeiramente apresentadas em encontro reflexivo promovido pelo Bando de Brincantes em parceria com a Rede Internacional de Artes Inclusivas (IIAN) da ASSITEJ Brasil (Centro Brasileiro da Associação Internacional de Artes para a Infância e Juventude) no encontro “Provocações Sensíveis sobre Acessibilidade no Teatro”, disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=Sbr9oVQ-nZc&t=195s  

No processo de amadurecimento, a iniciativa passou a contar com a consultoria da ativista política e cultural Josiane França e do psicólogo Paulo Fernando Soares, que, primeiramente, participaram de discussões de aprofundamento da proposição, cujo registro de uma das etapas está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=KX72deRVtgA&t=6s 

A seguir,  a equipe do Bando de Brincantes iniciou a aplicação prática da proposição, realizando o processo de criação da audiotransposição poética do espetáculo A Desconhecida Lenda de Maculelê, o qual é  detalhado no documentário homônimo, disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=Dv2uZQR8nGg (em especial a partir de 1h14min e 50 segundos até o final). 

O grupo segue desenvolvendo essa ideia, buscando outras formas de expressão, em acordo com cada contexto e produção estética. O último encontro aconteceu nas comemorações dos 20 anos do Bando de Brincantes. Apesar de o vídeo que temos desta ocasião ser um material rústico e o áudio estar com problemas, a critério de registro e material de pesquisa, disponibilizamos o link aqui: https://www.youtube.com/watch?v=lV-xQhypJts   

Atualmente, estamos pesquisando uma forma de audiotransposição poética para o trabalho Bambu Bambá, uma obra não-verbal que enfoca vivências da infância em situações de diásporas contemporâneas.